sábado, 22 de novembro de 2014

Da tal felicidade

Da tal felicidade

Há pouco li um texto gostosa e talentosamente escrito sobre a simplicidade de aceitar a felicidade que tromba conosco a cada dia, ou quase. Bem que eu gostaria de encontrar a tal felicidade onde estou e no exato momento em que a quero. Mas existe mesmo essa tal felicidade? Vende-se na farmácia em comprimidos, gotas ou solução injetável? Estaria ela na tenda da bruxa, no terreiro de candomblé, no banco da igreja, na sala de massagem, na chegada de algo muito desejado? Estará nos braços da amada, no colo da mãe, no gesto de aprovação do pai, no  olhar carinhoso do filho? 

Está sim, em tudo isso. São esses rápidos momentos de forte emoção que nos trazem essa sensação de plenitude, de encontro, de satisfação com a vida. É preciso reconhecer e aceitar esses momentos mágicos como mágicos e guardá-los no cofrinho do coração para contrapô-los àqueles das perdas, das amarguras, das dores solitárias que nos assaltam de quando em vez. Vivi outro dia um desses momentos de intensa emoção numa simples conversa com meus filhos em torno de uma mesa de churrascaria. Percebi, realizado, que estava ali diante de dois bons homens, de caráter, talento, personalidade e boa energia. Encontrei meu momento de plenitude, de encontro com uma missão da vida. E me emocionei.

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