Sempre achei que a saudade fosse apenas um grande vazio.
Não é. A saudade é uma sufocante presença.
A presença imensa da ausência.
Traz com ela um silêncio que ensurdece e entristece.
De luz que se esvai, de um tempo que anoitece..
Um silêncio crepuscular que lhe toma o lugar.
Lugar onde tece o que assim acontece.
Muito bem.
Aí encontro esse pedaço de Drummond.
E me calo, claro.
Ausência
Drummond
Não é. A saudade é uma sufocante presença.
A presença imensa da ausência.
Traz com ela um silêncio que ensurdece e entristece.
De luz que se esvai, de um tempo que anoitece..
Um silêncio crepuscular que lhe toma o lugar.
Lugar onde tece o que assim acontece.
Muito bem.
Aí encontro esse pedaço de Drummond.
E me calo, claro.
Ausência
Drummond
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário